domingo, 21 de junho de 2015

O início do fim


No começo do fim é assim
Sempre aquele gostinho de quero mais
Aquela sensação de não ser o fim
A crença que um dos dois lados vai voltar atrás

As músicas que trazem boas lembranças
Nunca param de tocar
E as que entristecem as esperanças
Brotam em qualquer lugar

E florescem lágrimas de saudade
Estilhaçando o coração
Pedaço por pedaço invade
A alma cheia de solidão

E a sensação de um recomeço
Já não é mais tão real
A vida fica pelo avesso
O verbo tem o ponto final

E o nós amamos
Se transforma em nós amávamos
Onde erramos?
Era tudo que falávamos

Antes desse breve tchau
Lembro que meu sentimento mais puro era seu
E jamais previa o final
Aonde foi que a gente se perdeu?

A despedida sempre é tão desleal...
                        "Efêmero dos Devaneios"    
                                   

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quando você vem?


Se era isso que você queria, você conseguiu
Roubou a força de um gigante
Tirou a fúria de um infante
Sugou os sonhos de um pensante

E adiante sumiu!
Volta...

E mostra que esse amor é de verdade
Tu raptou minha vaidade
E minha liberdade vi esvair
Porque minha liberdade era estar preso a ti

E olha eu até estava bem
Aqui no meu cantinho
Mas você voltou de mansinho
E me deu mais um gole do teu sabor

Com a solidão tu fez complô
Com a saudade fez simpatia
E veja só que ironia
Comigo tu fez amor

Agora volta
E vê se volta de repente
Volta pra mim, volta pra gente
Ou então daqui, sumirei pra sempre

Não duvide meu bem
Da minha alma carente
Meu coração é valente
E suas loucuras vão além

Chega de pensar no amanhã
Cansei de encenar Don Juan
Nas ruas e avenidas
Me sinto uma bala perdida

Não quero ferir ninguém

Acontece
Que vejo o tempo passando
Na verdade ele está voando
E você não aparece

Quando vem
Vem como uma brisa
Envolve, encanta, ameniza e desaparece
Só deixando a saudade no olhar


Sem brisa, sem sonhos e sem ar.
                              "Efêmero dos Devaneios"

Voraz


Entrei sem licença pelo seu glóbulo ocular
Te intimei com a presença quando te vi dançar
No ritmo excitante de uma noite de prazer
Num fluxo envolvente entre eu e você

Sem perceber o caos já estava tomado
Esse teu rebolado já tinha me dominado
Eu fui em frente acelerando loucamente
Nas curvas do seu corpo fui perigosamente

Funk ,punk, dance, até perdi o ritmo de tão electrizante
Sem regras, sem presas, histórias, conversas
O tempo até parecia estar em ordem inversa

Dois corpos fervendo, suando tesão
O que era mais forte, o ritmo, a pressão
Ou as batidas do coração?

Fantasiando loucuras, você toda nua
A essa hora a alma nem anda, flutua
Deslizava sobre mim, nunca vi algo assim
Parecia até magia do filme Aladim

De olhos fechados,de olhos abertos
O paraíso era ali, no teu jardim secreto
Cada gemido que suave vinha de sua boca
Fuzilava o meu corpo, com tesão a queima roupa

Clama, grita, me olha, me chama
Tudo tão afrodisíaco, me sentia em Savana
Fruta, sumo, beleza americana
Me perdi em você e atingi o nirvana

Nem conseguia respirar, o fôlego que eu tinha
Tu parecia sugar
E eu sugava todo o seu bel prazer
Compartilhando emoções igual num cine prive

Foi bom te ver, melhor ainda te encontrar
É muita perdição prum ser humano vulgar
Dois vira latas perdidos num canto
Por essas e outras que eu nunca quis ser santo.
                                        "Efêmero dos Devaneios"

terça-feira, 14 de abril de 2015

Limpando a alma


A magoa parece ser carma
Mas é só uma arma que alma teima em carregar
Livre-se desse peso que não tem porque aguentar
Lave-se dessa água imunda e deixa o amor inundar

Teu peito, tua carne, tua lua
Teu mundo e teu olhar
Não tem porque insistir nesse sentimento pesado
Sem brilho, sem porque, um sentimento condenado

Tira essa arma da alma e deixa sua alma chorar
Abrace aquele por quem tem a mágoa
E deixe a alma se lavar

Pra que guardar más lembranças, se a vida é um eterno viver
Se ontem alguém errou, amanhã o errado é você

Estenda a mão para o bem, e para o seu coração
Uma grande verdade absoluta é da ação e reação

Se tu entregas amor, amanhã receberá o teu mel
Se tu entregas o ódio, teu céu será coberto de fel

Sem luz, sem estrelas, em total escuridão
o Universo pode ser negro, mas ausência de luz não

Disfarça esse teu choro, e o soluço deixa esvair
A ultima lágrima que seja, um perdão que começa a fluir.
                                                                  "Efêmero dos Devaneios"

domingo, 29 de março de 2015

Rainha dos meus quilates


Foi forte, foi como um baque
Pior que um xeque mate
O cão que morde não late
Preciso de um metiolate

A saudade não dá start
Machuca mais que fatality
E eu como um iate
Perdido no mar, na night

Perdi esse combate
Saiu do ar meu site
Só você tem o resgate

Escondido no “asletapte”.
                         "Efemero dos Devaneios"

domingo, 22 de março de 2015

E quando chega o domingo


Nos outros dias consigo encarar sem problemas
Sigo em frente sorrindo, como manda o sistema
Lembrando de você em todas as musicas
Fazendo milhares de coisas avulsas

Está tudo bem, ou pelo menos parece estar
Assisto algum filmes pra te esquecer e lembrar
Passeio na praia, converso com os amigos
Fujo das minhas lembranças, que pra mim são um perigo

Mas nada disso adianta quando chega o domingo
Desce seco na garganta a vontade de estar contigo
Nostálgicos pensamentos me confundem
Dias de domingos me iludem

Me atiram no sofá, me privam de sonhar
E por mais que eu não queira respirar
Eu respiro e me transporto até você
É realmente de enlouquecer

Abro a janela o vento me traz teu calor
Tento dormir, teu cheiro está no cobertor
Disfarço e vou a praia, as ondas parecem uma sauna
Reaquecendo nossos momentos cravados na alma

Enquanto muitos estão entediados vendo televisão
Eu assisto o tempo passar, destilando essa sensação
Saio sem rumo nas ruas a vagar
Gastando o tempo que tenho, até o domingo passar

Não confundo isso com solidão, nem tristeza
Não mais escondo isso com vodka ou cerveja
Meu coração está magoado, mas mantém a amplitude

Tudo isso é saudade,  um sentimento, uma virtude.

quarta-feira, 4 de março de 2015

A gente sente


Por mais que a gente saiba que não vai ser pra sempre
A gente sente.
Por mais que a liberdade seja atraente
A gente sente

A dor da despedida fere a alma
E não cicatriza por mais que se tenha calma
Dói sonhar contigo e não te ver ao acordar
E saber que no final do dia tu não vai estar por lá

Estar você vai, mas sem mim
É tão amargo o gosto do fim.

As musicas perdem a emoção
Sem estar continuas com as batidas do seu coração
Aquele teu sorriso de me ver chegar
Aparecem em flash back na minha mente,sem eu nem notar

Não vou chorar como muito já fiz
Nessa vida uma coisa que eu sempre vou ser é aprendiz
E por essa lição eu já passei
Mas esse aperto no peito parece que eu nunca estudei

Parece que eu nunca escutei a solidão
Rodeado de pessoas e mesmo assim essa sensação
Talvez minha sina seja ser um lobo solitário
Nossas lembranças vão ficar pra sempre no meu calendário

Só que hoje eu queria realmente poder te encontrar
Só pra ouvir você falando, baby tu vai demorar?
Não claro que não logo estou ai
Mas infelizmente esse logo, hoje não vai existir.

Existir vai, mas sem mim
É tão amargo o gosto do fim.
                                         “Efêmero dos Devaneios”

Seguidores