domingo, 27 de dezembro de 2015

Fim da estrada


Dói não ter um peito a quem retornar
Maltrata, dilacera e reprime um coração
É triste voltar de viagem sem ter ninguém a te esperar

Sem ter um doce amor ansioso pra te ver sorrir
Sem ter aqueles olhos de saudade felizes por te ver chegar
Te abraçar e te sentir

Essa falta, essa lacuna, esse vazio
Faz a mente nunca querer sair da estrada
Viver eternamente viajando
Sem ter um local pra retornar

Simplesmente se jogar no mundo
Sem itinerário e sem data de volta
Dói mais ainda saber que o destino
Não vai te trazer de volta

Para poder sorrir com a minha volta
Com o meu retorno
Aí que saudade do teu abraço apertado
Que me fazia acreditar que o lugar mais seguro do mundo, era ali

Dentro dos seus braços.
Pertinho de ti.
"Efêmero dos Devaneios"

Ontem eu tive um sonho


Eu sonhei com você
Com pássaros, mares e viagens
Sonhei com uma vida a dois
Era eu, você, o agora e nunca o depois

Havia um pôr do sol numa praia tão bela
Onde riamos de mãos dadas
Como dois adolescentes
Em seu primeiro amor

Sonhei em compor...
E me recompor com mais do teu amor
Sonhei também com uma garotinha com a sua voz
Brincando entre nós

Era nossa garotinha
Sapeca como o pai
Linda e reluzente como a mãe
Sonhei com champagne

Comemorávamos todos os anos
Os nossos anos
No sonho olhávamos um para o outro
De maneira apaixonante

Sonhei ser teu diamante
Ter sua cabeça sobre meu colo
Numa noite fria de inverno
A trilha sonora era um solo

Amy Winehouse, Bob Marley ou Marvin Gaye
Que música era eu não sei
Teu perfume e teu calor não me permitiram lembrar
Só neles conseguia pensar

Eu tive um sonho
Onde você sorria e dizia
Que nunca iria partir
Que o amor jamais iria sumir

De repente tudo mudou
Eu ou você acordou?!
Não chore, não trema, não suma
Não deixe que a saudade assuma

Do sonho você acordou
Mas eu fiquei preso no limbo
Sem saber como voltar, sem querer voltar
Um dia tu vens me buscar????!              

Um dia tu voltarás a sonhar?
Sonhar comigo outra vez
Meu coração clama sua volta
Um dia parece um mês

Eu tive um sonho, minha baby
Ele não acabava assim
Éramos juntos a felicidade
Nem enxergávamos o fim

Quem acordou quem?!
Quem me roubou de mim?
Conceda só mais uma chance
Uma revanche pra eu te fazer feliz

Até ontem eu tive um sonho
ONDE VOCÊ ERA PARTE DE MIM.
                                               “Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Eu estou pronto pra morrer


Eu estou pronto pra morrer
Ouvi de minha consciência isso, várias vezes hoje
E ainda não era nem meio dia

Não é que eu queira morrer, mas quando se vem à vida.
Você já está entregue a morte
Então, a que devo temer?

Não vou fugir dessa façanha
Nem me esconder em entranhas
Vivo de forma tamanha
Que a morte quando chegar, não tenha o que me lamentar
Nem entristecer

Presságios eu mando ao inferno
Sempre preferi surpresas e atitudes
Incrédulo de algumas virtudes
Mas sempre sincero

Eu estou pronto pra morrer, assim como morreu meu amor
Mas ele, ele o mataram, e por ironia, morto por quem amou
Morrer de amor não dói, o que é foda é continuar vivendo
O fantasmas das lembranças ferem, parece até fazer complô com a solidão e a melancolia
 E se juntam na noite, e te perturbam de dia.

Assim como um escudo, tu te tornas uma pessoa fria
Frieza essa que se assemelha a morte
E ainda assim tu vive
Que vida a morte leva?!
Antes dela levar a vida??

Morrer não dói, mas deixa saudades
Saudade sim dói, machuca, aperta, oprime
E maltrata.
E essa mesma saudade te faz sorrir e chorar

São tantos paradoxos que nos metemos
Que a vida em si, tem seus extremos
Vivemos torcendo pelo final de semana
Desejando a cada domingo, que o tempo acelere
E por outro lado, torcemos pra que o tempo não atropele
Nossa juventude, e retarde nossa velhice

Que tolice!!
Como acelerar e parar o tempo ao mesmo tempo
Talvez essas perguntas e segredos sem respostas
A morte nos explique
Eu estou pronto pra morrer
Só espero que a morte não fique.
                                 "Efêmero dos Devaneios"

Colateral

Curvas frias nas ruas vazias do peito, trazem um trajeto amargurado do sujeito.
Que achava que podia controlar seu coração, teimava em se guiar, se conduzir pela emoção.
Acreditava ser mais feliz dando razão aos sentimentos
Menino tolo, colecionando cortes e perdendo amadurecimento
Abominava todos que tinham coração gelado
Demora quanto tempo pra perceber estar enganado?!
Demora quanto tempo pra entender a si mesmo?
Vai demorar muito pra perceber um amor a esmo?
Os olhos trazem feridas que ninguém enxerga, com o tempo reflete na carne, a dor que o coração herda
E as vezes senhores de idade trazem um semblante amargo
Não é nem de uma vida sofrida, são frutos de um coração vago
Eu lembro como muito me mudou
E sinto agora com pesar, o quanto mudará.
Aonde tinha fogo, muito me queimou
O fogo era tão intenso, veja só, congelou
Dizem que nada muda a natureza da gente
Vamos ver se isso é verdade no decorrer, daqui pra frente.
Se é de amor que um coração apaixonado se alimenta...
Vamos deixá-lo provar ódio pra ver por quanto tempo ele aguenta.
                       "Efêmero dos Devaneios"

Fuergo que arde

Vou escrever pra ela
Será que ela merece
Dona de um fuergo
Que não queima só aquece

Eu me jogo nessa lareira
Pra ver o que acontece
Dançando no seu corpo
No seu rosto que rubrece

Com o toque do meu calor
Parecia até complô
Fogo com fogo
Gera muitas horas de amor

Muitos dias, por favor
Delírio ou sabor?
Escolhe teu desejo
Meu ensejo é teu rubor

Num quarto escuro
Local seguro?
Na praia ou na varanda
Eu me sinto em apuro

Teu beijo vem me salvar
No meu colo tu vens dançar
Eu pensando se eu danço
Ou se fico a admirar

Não importa o que aconteça
Eu já prevejo o futuro
Sussuros, sussurros
Lana Del Rey de fundo

Vertentes da sensação
De um vulcão em erupção
Refletindo nas batidas
Do seu nobre coração.
              "Efêmero dos Devaneios"

sábado, 5 de dezembro de 2015

Por um triz


Eu estou a ponto de me jogar daqui, pra bem longe
Fugir, e levar nada comigo
Só pra ver se assim eu consigo tirar você de mim

Eu estou por um fio pra entrar em colapso, não aguento mais esse chove e não molha, esse queima e assopra, não quero mais brincar de destino

Quero ser o destino, quero ser o menino, mas não pra brincar com o amor, ele não é brincadeira, nem coisa passageira, para com essa besteira, que a gente começou

To exausto nos sentimentos, consumindo meus pensamentos, árduo são os momentos dessa indecisão

O tempo está me cansando, não tenho tempo pra ficar esperando, todo esse tempo passar.

To me esforçando pra te ver chegar, to por um TRIZ pra te por numa sacola e te levar embora pra viajar, só pra você me ver chorar, de alegria, de amor, de tristeza, de loucura e beleza, chorar pelo seu olhar

Que sumiu faz dias, que volta e meia sorria, pra me ver sorrir, e agora sorri sozinho, um olhar mesquinho, finge me dar atenção.

Eu de novo, na contramão, sendo atropelado por esse amor embriagado que faz um estrago na minha vida, que machuca e sana a ferida
Que maltrata e acaricia, não aguento tanta indecisão

Não aguento as contradições, to por um TRIZ, de não responder por minhas ações, perdido em solidões, prestes a sumir no mundo

Sem roteiro, sem cabelo, sem paradeiro, sem vermelho, só preto e branco no olhar, mas se você voltar
Tudo será diferente, to por um TRIZ de ficar tão contente, só de ver você me acompanhar

Que saudade do teu colo, do teu solo, da tua raíz, do teu diz que me diz, antes de me beijar

Que saudade do teu vento, do teu sereno, do teu sorriso pequeno que surgia na hora de amar.

Não sei mais o que faço
Não sei mais o que fiz
Quando penso em você
Percebo que estou por um TRIZ...
"Efêmero dos Devaneios"

Incerto


Eu não quero te machucar
Mas sou tão desastrado com sentimentos
Eu machuco até os meus
Imagine os que passam aí dentro

Eu não quero te ferir, gosto de te ver sorrindo e da forma simples de que leva a vida por aí
Mas sou tão egoísta e desvairado
Tenho medo do seu coração partir

Deixa eu ser só um agrado, um momento de prazer
Deixa que o tempo se encaminha do resto
Haja o que tiver de ser

Eu lembro de termos falado sobre o ato de se entregar, uma lado sairá machucado
Espero que seja o meu, já estou tão acostumado, poupe,por favor, o seu

Teu modo de acreditar no acaso, e nessa mania de proteção, pode ser um arraso
Mas é um descaso com seu coração

Não quero te magoar, já fico triste só de pensar
Mas esse meu jeito intrépido
Não vou conseguir hesitar

Gosto de sua companhia
E gosto tanto da liberdade
Flui nossa conversa e manias
Não estava preparado pra essa intimidade

Sou um holocausto humano
Meu coração é urbano de mais
Teu jeito manso, sonhador, leviano
Pode não saber voltar atrás

Sincero e transparente te olho
E digo do fundo da alma
Minha cabeça está em confusão
Na tua presença ela se acalma.
                     "Efêmero dos Devaneios"

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Um lago, um lar, um ninho

Que falta faz um peito pra se aconchegar
Um peito em quem você pode confiar
Aquele carinho que só um corpo tem
Que falta faz um ninho, que falta faz, meu bem

Por mais mares que eu navegue, sinto saudades do meu lago
Por mais casas que eu more, meu lar está sempre vago

Sentir um coração é algo surreal
Mas dois corações unidos é algo tão astral
Me sinto perdido na espiral do meu caderno
Escrevo sobre o verão, mas nos meus olhos é sempre inverno

Ninguém precisa saber a solidão que eu carrego
Extrovertido na fala, introvertido no ego
A alma canta los Hermanos e a boca fingindo Ivete

Quem olha vê carnaval, quartas de cinza só quem conhece
E isso tu conhecia, só de lembrar, me entristece

O mal do homem é montar um castelo esperando ter sempre companhia
Daí chora no ato que se depara a uma mobília vazia

Que doce ironia querer-te por perto
Mesmo que com o coração longe
Tem coisas que o tempo até cura
Mas com a paciência de um monge

E eu que sempre total loucura
Hoje me vejo tão brando
Perdido nas ruas escuras
Encontrado em qualquer canto

Mas canto pro meu canto não desanimar
Canto pro meu santo não me abandonar
Canto pois meu pranto trás lembranças de você

Tristeza é vã de mais
Meu riso pede paz
     "Efêmero dos Devaneios"

domingo, 25 de outubro de 2015

Entregues

E assim se fez
Teus olhares colados no meu
Me convidavam mais uma vez
A ser teu

Teu toque leve
Um calor da pele a flor
E antes que a pressão se eleve
Eu fervo no teu calor

Durante a madrugada silenciosa
Tua respiração profunda e gostosa
Me fez esquecer o meu lugar

Estava a seu mercê
Nem eu sei o porquê
Só admirava você se entregar

Duas almas se encontrando
Dois corações dançando
Tamanha era a euforia
Que a poesia surgia dali

Surreal como Salvador Dali
Admirável como Da Vinci
Fizemos da paixão uma arte
Dançando o tango de Nanci.
                       "Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Descolorindo


Meu coração abrigou suas angústias
E abraçou suas tristezas
Sem querer nada em troca
Só se encantou com sua beleza

A gente se entendia tão bem
Até que cada um resolveu partir
Eu tentei voltar
Tu decidiu seguir

E eu fui me perdendo por aí
De abraço em abraço
De corpo em corpo
De laço em laço

Até que me perdi
E tenho pra mim que não vamos nos encontrar
Não sei onde estou
Você nem sabe onde está

Nem sei quem mais sou
E olha agora quem tu és
Farelos de uma paixão
Restos de amor em nossos pés

Tudo se desencontrou
E desencantou
Ficou no passado
Desbotou

Eu podia jurar que essas cores
Não apagaria
Mas desbotaram
Quem?! Quem imaginaria?

Hoje te trago só no peito
Em cores quentes e frias
Tuas cores,hoje tão incolores
Já coloriram meus dias.
                      "Efêmero dos Devaneios"

domingo, 27 de setembro de 2015

Sentimentos

Nesses poucos anos de vida
Tantas coisas conheci
Fatos curiosamente incríveis
Coisas que acredito mas nunca vi

Tantas fabulosas magias
E tantos fabulosos gurus
Segredos entre o céu e a terra
Lugares entre o norte e o sul

Embora tantas coisas conheça
Ainda não consigo entender
Algo que fica tão próximo
Que há em mim e que também existe em você

Sentimentos
A complexidade e simplicidade
Misturadas dentro de nós
Que fala mas não tem voz

Que grita mas ninguém escuta
Que dói mas só o tempo cura
Que é simples mas ninguém apura

E vejam só

É tão difícil começar gostar de alguém
Muito mais ainda deixar de gostar
As vezes o tempo passa
Mas o sentimento ainda está lá

Permanece intacto
Sobrevivendo sozinho
Sem nada para nutrir nessa andança
Vivendo só de lembrança

E quando menos se espera
Já se encontra amando outra vez
As vezes a mesma pessoa
Não sabe porque, nem como, simplesmente o amor se refez

Um novo amor vem na brisa
Te toma tão de repente
Remexe tua cabeça
De novo maçã e serpente

O velho amor é a brisa
Não sumirá de repente
Remonta tua cabeça
De novo coração e corrente

Ahh sentimentos, recheado de saberes
Me faço assim confuso quando estou contigo
Pior ainda seria sem eles.
                                  "Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Éramos dois


Éramos dois que formávamos um
Assim como a noite e a lua
Estávamos sempre em sintonia
Assim como o mago e a magia

E num piscar de olhos
Nos tornamos só, dois
Assim como janela e vidraça
Um palhaço sem graça

Sem sintonia, sem magia
Só saudade e melancolia
A janela e sua paisagem
A vidraça e sua imagem

Cada um na sua
Cada um num canto
Sem riso,  sem brilho
Sem tanto

Tanto amor existia
Tanto fogo em comum
Éramos dois
E hoje só um

Só um lembra do afeto
Só outro sente saudade
Só um vive quieto
Só outro se sente covarde

Um encontro parece
Somente um aperto de mão
E quando o encontro aparece
Somente um sente tesão

Éramos dois
Sonhando com o antes, o agora e o depois
Éramos dois
Agora sonhando com o antes e deixando um amor pra depois.
                            "Efêmero dos Devaneios"

domingo, 30 de agosto de 2015

Perdido



Eu estou tão perdido
Que vivo me encontrando
Num beijo, num corpo, num vicio
Num riso, num timbre, num pranto

Me atiro num precipício todos os dias
E volto pra me ver cair
Só pra ver de longe, meus medos
E meus desenganos indo pra longe de mim

Eu estou tão confuso
Que vivo na indecisão
Se amo, se me apaixono
Se vago na solidão

Vivenciando a saudade
Só por hobby ou simpatia
Trocando o riso por choro
Somente por ironia

Meu próprio coração me trai
Minha mente nem posso contar
O acaso é meu melhor amigo
Por acaso quem vai notar??

E olha lá de novo
Quem cai no precipício
Com o peito tão perto do fim

E a alma tão perto do inicio.
                                "Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

As Crônicas de Sagittarius I : Apartamento 512


Alto como em um pico de uma estrela
Era o nosso lugar naquele dia
Não pela altitude em si
Mas pela nossa sensação de euforia

Varando a madrugada quente
Numa noite de inverno
Dois corpos traçados a se entregar
Como fogo e inferno

Tão de repente em mente
Tudo se encaixou
A data, a hora o tempo
Tua angustia no meu calor

Janelas, olhares, o mundo
Conversas e segredos vinham a tona
Canções como as de um Lounge
Enfeitavam aquela maratona

Onde não tinha ganhador
Onde não tinha campeão
Se aventuravam por prazer
Era mútuo por emoção

Vinte e quatro horas entregues
O relógio era todo seu
Perdemos a hora é claro
O tempo muda no apogeu

Os sonhos em claros
Numa rua escura
Um sorriso no carro
Rua da amargura

Atravessou a rodovia
E se foi
Pra sempre?
Ou até depois?!
                                  "Efêmero dos Devaneios"

As Crônicas de Sagittarius II : Jardim do Éden



Se eu tivesse que dizer onde fica o fim do mundo
Sem duvidas iria saber, que é atrás de um rio sem nome
Onde nem quem lá habita sabe seu nome a fundo
Nem se interessa a saber

De lá eu vim, trouxe a bagagem, só sorriso e felicidade
Não me preocupando com o amanhã e seus problemas
Nem como tudo iria proceder do outro lado da cidade
Só deixei acontecer

Uma trilha curiosa, uma risada gostosa, e só
Céu em degrade, o barulho das ondas, e ela se despiu
Fingiu que nem me viu, sorriu e minha cabeça deu um nó
O que mais eu poderia fazer?

A noite nos envolveu e vi o quão estrelado é o céu nas praias do litoral sul
E na sua crise de respiração, que soava tão sexy, nos vimos a sós
Com as pedras, a lua, a areia e o nosso corpo nu
Devia ter fotografado você

De tão intenso o momento, depressa correu nosso tempo
Tão escuro quanto o caminho que tivera a percorrer
Eu daria uma semana inteira pra deixar aquele dia mais lento
Mas a ampulheta teimava correr

E num piscar de olhos, já vinha panela no fogo queimando
A pressão arterial aumentava, o fogo exalando pela casa
E novamente dois corpos se entregando
Era até bonito de ver

O paraíso no Éden é belo, assim como o mar de leite condensado
Se perder por ai é tão bom, quando se aproveita o momento herdado
Uma sauna no carro, uma noite divertida, outra vez aquela avenida?

A avenida do adeus
Um beijo, um cheiro

Um breu...
                                                           "Efêmero dos Devaneios"

As Crônicas de Sagittarius III : Quebra mar



A triplicidade dos signos de fogo
Traduz o charme que traz
Seu calor humano enlouquece
Ternura e meiguice de mais

A forca que via na tela
Não conseguia nem dar atenção
Estava enforcado por ela
Nas cordas de uma paixão

Nos labios sabor de vinho
Que causam embriagues
Nas caricias, o “doce”
Que tira minha lucidez

E o deleite daquele fluido
Que eu podia me afogar
No meio do oceano
No meio do quebra mar

Loucuras, insanidades
O gosto da liberdade
Aventuras que desafiavam
A nossa nobre coragem

Porque essa constelação acelera o tempo
Quando me encontra?
Porque tu pensa tanto
Enquanto tu me encanta?

Polos tão distantes como hão de se encontrar?
Incertezas tão distantes como hão de combinar?
Respostas que traem perguntas, eu nunca fui de me importar
Eu traio o destino com a forma, que cismo me relacionar.
                                                 "Efêmero dos Devaneios"


domingo, 26 de julho de 2015

Química


Tua química ficou em mim
Como teu cheiro em meu cobertor
Um dia inteiro sem fim
E eu preso no teu calor

Nossos beijos tinham vapor
Num ar de sexo e paixão
Teu rosto um lindo rubor
Inspirando um olhar de tesão

Frenética batida no peito
Desfibrilava adrenalina
E eu focado no teu jeito
Que mistura mulher com menina

Manchas e marcas pelo corpo
Refletiam nossa intenção
A visão era só um escopo
Do que vibrava no coração

Sabia que teu toque era intenso
Na primeira vista do seu olhar
Que cruzava com o meu imenso
Desejo de te tocar

A despedida despida
O sorriso no canto da sala
Um beijo naquela avenida
E a saudade dentro da mala

Domingo com tua lembrança no meu cobertor
E teu cheiro nos meus pensamentos
Num outro dia eu bebo do teu calor
Em doses desse momento

E quando tiver no auge
Do porre e embriaguez
A gente corre e foge
Se entorpece um do outro, outra vez
                         "Efêmero dos Devaneios"

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Condenado



É... acho que não dá pra fugir de algo que se torna carma.

Estou preso a isso, talvez destinado a ser, sempre o lado que sofre mais de um relacionamento. Quer dizer, do seu término.
Odeio ter esse maldito coração aberto, e entregue a toda alma sincera que se depara.
Cortes profundos na alma, cicatrizam mas não saram.

Admiro os que não acreditam no amor, e vivem por ai a seu modo gelado.
Ser sentimental, hoje, é coisa do passado, não dá mais pra ser assim, e se for, teu futuro terá que se acostumar a viver calado, orgulhosamente sofrendo em silencio.
Rindo por solidão, andando com amigos pra poder ser sozinho, sem ser confundido com depressão.

Uma hora essa malévola  passa, sempre passa. Mas tudo que já vi passar, também vi ficar em mim, flagelado e marcado a ferro e fogo, e cada lembrança assusta.
Dessa vez será diferente, pensei,  mas aqui já estou eu, afogado em erva, whisky, saudade, e a pior de todas as drogas, a solidão. Aquele gostinho amargo, que às vezes confundo com ódio, aquela euforia que às vezes confundo com paixão, aquelas lembranças que às vezes confundo com saudade, mas no fundo sei que é ela, doce solidão.

E peco caçando teu cheiro em outros corpos, teu gosto em outros copos, teus olhares em outros bares, teu amor em outras drogas.
E no final é sempre assim, to jogado no meu sofá, olhando tuas fotos antigas, fotos de momentos nossos, e fotos atuais tuas, te vendo sorrindo sem mim.

Não, não, não, não pense que sou um coitado, me viro aqui do meu lado, me divirto e ainda sigo minha rotina, a diferença está só em um detalhe, não tem felicidade.
Tem sim, o continuar vivendo, até isso passar, até arrumar outro amor, ou fingir que estou amando de novo, foi assim antes de você, com você e depois de você. Até você virar o verdadeiro amor, até eu perceber que era você que eu escolhi, pra tentar envelhecer comigo.
E claro, até o momento em que eu ficaria de coração partido. Tolo!

Esbravejava que nada era pra sempre, e que tudo passa, me sentia tão aceito a essa ideia.
E me enganei... No fundo meu coração acreditava que éramos um, eu e você, até o final.
Só não imaginava esse final... Ainda lembro do plano de nossas tatuagens, de nossas viagens, de nossas canções e brincadeiras infantis.
Como sempre disse, não sei esquecer um sentimento assim tão facilmente, seja ele bom ou ruim. Simplesmente não sei.

Shiiuu!! Meu amor está cansado, meu coração também, o tempo sempre dá um tempo pra eles se recuperarem, e uma hora o tempo cansa, envelhece e morre...
Ei por quanto tempo você ainda pretende bater??

É... acho que não dá pra fugir de algo que se torna carma.
                                                                                        "Efêmero dos Devaneios"



Se você voltar

Em que caos fui me meter
Ou melhor, me perder
E te perdendo aos poucos
Foi que pude perceber

Não há beleza em mais nenhum lugar
Fantasmas da saudade assombram meu luar
Minha lua não brilha mais no céu
Nem reflete mais no mar

Mas se você voltar, fadada a mim, risonha
A gente foge pro Amazonas
Viaja ao Arizona
Juntos, a gente sonha

Sonhávamos tão bonito
Crentes no amanhã
Rindo do infinito
O vazio hoje fez-se abrigo

E do que mais sinto falta?
Seu sorriso
É indescritível como a falta dele me assalta
E leva todos meus sentimentos imprecisos

Aqueles que você levou
Mas se você voltar
A gente casa hoje mesmo
Eu largo a solidão a esmo

O que preciso pra te ouvir cantar?
Faço o que for preciso pra te ver voltar
Como foi que essa distancia se enfiou entre nós
O fim veio depressa, veio veloz

Agora cada madrugada vira um purgatório
Cada musica romântica soa um velório
Não quero viver sem você do lado
Tudo parece nada, meu sorriso está defasado

Se você voltar, eu prometo
Prometo ser teu amuleto
A curar teus medos
Tatuar teu nome em meu peito

Dentro do meu coração
Ferindo essa devastação
Que sinto aqui por dentro
Desde que você se foi

Volta, vem dizer um oi
Vem viver sorrindo
Se você voltasse...
Eu não estaria indo

Pro inferno outra vez.
                          “Efêmero dos Devaneios”

domingo, 21 de junho de 2015

O início do fim


No começo do fim é assim
Sempre aquele gostinho de quero mais
Aquela sensação de não ser o fim
A crença que um dos dois lados vai voltar atrás

As músicas que trazem boas lembranças
Nunca param de tocar
E as que entristecem as esperanças
Brotam em qualquer lugar

E florescem lágrimas de saudade
Estilhaçando o coração
Pedaço por pedaço invade
A alma cheia de solidão

E a sensação de um recomeço
Já não é mais tão real
A vida fica pelo avesso
O verbo tem o ponto final

E o nós amamos
Se transforma em nós amávamos
Onde erramos?
Era tudo que falávamos

Antes desse breve tchau
Lembro que meu sentimento mais puro era seu
E jamais previa o final
Aonde foi que a gente se perdeu?

A despedida sempre é tão desleal...
                        "Efêmero dos Devaneios"    
                                   

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quando você vem?


Se era isso que você queria, você conseguiu
Roubou a força de um gigante
Tirou a fúria de um infante
Sugou os sonhos de um pensante

E adiante sumiu!
Volta...

E mostra que esse amor é de verdade
Tu raptou minha vaidade
E minha liberdade vi esvair
Porque minha liberdade era estar preso a ti

E olha eu até estava bem
Aqui no meu cantinho
Mas você voltou de mansinho
E me deu mais um gole do teu sabor

Com a solidão tu fez complô
Com a saudade fez simpatia
E veja só que ironia
Comigo tu fez amor

Agora volta
E vê se volta de repente
Volta pra mim, volta pra gente
Ou então daqui, sumirei pra sempre

Não duvide meu bem
Da minha alma carente
Meu coração é valente
E suas loucuras vão além

Chega de pensar no amanhã
Cansei de encenar Don Juan
Nas ruas e avenidas
Me sinto uma bala perdida

Não quero ferir ninguém

Acontece
Que vejo o tempo passando
Na verdade ele está voando
E você não aparece

Quando vem
Vem como uma brisa
Envolve, encanta, ameniza e desaparece
Só deixando a saudade no olhar


Sem brisa, sem sonhos e sem ar.
                              "Efêmero dos Devaneios"

Voraz


Entrei sem licença pelo seu glóbulo ocular
Te intimei com a presença quando te vi dançar
No ritmo excitante de uma noite de prazer
Num fluxo envolvente entre eu e você

Sem perceber o caos já estava tomado
Esse teu rebolado já tinha me dominado
Eu fui em frente acelerando loucamente
Nas curvas do seu corpo fui perigosamente

Funk ,punk, dance, até perdi o ritmo de tão electrizante
Sem regras, sem presas, histórias, conversas
O tempo até parecia estar em ordem inversa

Dois corpos fervendo, suando tesão
O que era mais forte, o ritmo, a pressão
Ou as batidas do coração?

Fantasiando loucuras, você toda nua
A essa hora a alma nem anda, flutua
Deslizava sobre mim, nunca vi algo assim
Parecia até magia do filme Aladim

De olhos fechados,de olhos abertos
O paraíso era ali, no teu jardim secreto
Cada gemido que suave vinha de sua boca
Fuzilava o meu corpo, com tesão a queima roupa

Clama, grita, me olha, me chama
Tudo tão afrodisíaco, me sentia em Savana
Fruta, sumo, beleza americana
Me perdi em você e atingi o nirvana

Nem conseguia respirar, o fôlego que eu tinha
Tu parecia sugar
E eu sugava todo o seu bel prazer
Compartilhando emoções igual num cine prive

Foi bom te ver, melhor ainda te encontrar
É muita perdição prum ser humano vulgar
Dois vira latas perdidos num canto
Por essas e outras que eu nunca quis ser santo.
                                        "Efêmero dos Devaneios"

terça-feira, 14 de abril de 2015

Limpando a alma


A magoa parece ser carma
Mas é só uma arma que alma teima em carregar
Livre-se desse peso que não tem porque aguentar
Lave-se dessa água imunda e deixa o amor inundar

Teu peito, tua carne, tua lua
Teu mundo e teu olhar
Não tem porque insistir nesse sentimento pesado
Sem brilho, sem porque, um sentimento condenado

Tira essa arma da alma e deixa sua alma chorar
Abrace aquele por quem tem a mágoa
E deixe a alma se lavar

Pra que guardar más lembranças, se a vida é um eterno viver
Se ontem alguém errou, amanhã o errado é você

Estenda a mão para o bem, e para o seu coração
Uma grande verdade absoluta é da ação e reação

Se tu entregas amor, amanhã receberá o teu mel
Se tu entregas o ódio, teu céu será coberto de fel

Sem luz, sem estrelas, em total escuridão
o Universo pode ser negro, mas ausência de luz não

Disfarça esse teu choro, e o soluço deixa esvair
A ultima lágrima que seja, um perdão que começa a fluir.
                                                                  "Efêmero dos Devaneios"

domingo, 29 de março de 2015

Rainha dos meus quilates


Foi forte, foi como um baque
Pior que um xeque mate
O cão que morde não late
Preciso de um metiolate

A saudade não dá start
Machuca mais que fatality
E eu como um iate
Perdido no mar, na night

Perdi esse combate
Saiu do ar meu site
Só você tem o resgate

Escondido no “asletapte”.
                         "Efemero dos Devaneios"

domingo, 22 de março de 2015

E quando chega o domingo


Nos outros dias consigo encarar sem problemas
Sigo em frente sorrindo, como manda o sistema
Lembrando de você em todas as musicas
Fazendo milhares de coisas avulsas

Está tudo bem, ou pelo menos parece estar
Assisto algum filmes pra te esquecer e lembrar
Passeio na praia, converso com os amigos
Fujo das minhas lembranças, que pra mim são um perigo

Mas nada disso adianta quando chega o domingo
Desce seco na garganta a vontade de estar contigo
Nostálgicos pensamentos me confundem
Dias de domingos me iludem

Me atiram no sofá, me privam de sonhar
E por mais que eu não queira respirar
Eu respiro e me transporto até você
É realmente de enlouquecer

Abro a janela o vento me traz teu calor
Tento dormir, teu cheiro está no cobertor
Disfarço e vou a praia, as ondas parecem uma sauna
Reaquecendo nossos momentos cravados na alma

Enquanto muitos estão entediados vendo televisão
Eu assisto o tempo passar, destilando essa sensação
Saio sem rumo nas ruas a vagar
Gastando o tempo que tenho, até o domingo passar

Não confundo isso com solidão, nem tristeza
Não mais escondo isso com vodka ou cerveja
Meu coração está magoado, mas mantém a amplitude

Tudo isso é saudade,  um sentimento, uma virtude.

quarta-feira, 4 de março de 2015

A gente sente


Por mais que a gente saiba que não vai ser pra sempre
A gente sente.
Por mais que a liberdade seja atraente
A gente sente

A dor da despedida fere a alma
E não cicatriza por mais que se tenha calma
Dói sonhar contigo e não te ver ao acordar
E saber que no final do dia tu não vai estar por lá

Estar você vai, mas sem mim
É tão amargo o gosto do fim.

As musicas perdem a emoção
Sem estar continuas com as batidas do seu coração
Aquele teu sorriso de me ver chegar
Aparecem em flash back na minha mente,sem eu nem notar

Não vou chorar como muito já fiz
Nessa vida uma coisa que eu sempre vou ser é aprendiz
E por essa lição eu já passei
Mas esse aperto no peito parece que eu nunca estudei

Parece que eu nunca escutei a solidão
Rodeado de pessoas e mesmo assim essa sensação
Talvez minha sina seja ser um lobo solitário
Nossas lembranças vão ficar pra sempre no meu calendário

Só que hoje eu queria realmente poder te encontrar
Só pra ouvir você falando, baby tu vai demorar?
Não claro que não logo estou ai
Mas infelizmente esse logo, hoje não vai existir.

Existir vai, mas sem mim
É tão amargo o gosto do fim.
                                         “Efêmero dos Devaneios”

domingo, 1 de março de 2015

Abstrata saudade



Hoje eu acordei sentindo o cheiro dos seus beijos
Pintei o barulho das lagrimas que escorriam do meu coração
Sentindo o gosto de todo esse ensejo
Enquanto ouvia dizer a saudade em uma linda canção

E agora o que será do nosso futuro?
De tudo que ouve entre nós
Há tempos não me sentia tão inseguro
Desde quando me acostumei a ouvir sua voz

Odeio não saber o que dizer no momento
Em que o momento exigia-se dizer
Falar só com o silêncio até tento
Mas não é tão fácil de entender

É tão difícil estar perdido na própria cama
E não existir GPS que possa me encontrar
Escondido nesse véu de chama
Queimando tudo que eu tento pensar

Cinzas, nessa quarta-feira de cinzas
Serão só de saudades e serpentinas
Nesses meus olhares ranzinzas
Que escondi durante esse carnaval

Não faz mal
Tudo tem seu tempo
Só espero que logo esse vento
Arraste embora todo esse ponto final.

                                                          “Efêmero dos Devaneios”

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