terça-feira, 9 de outubro de 2018

De repente




De repente é o último latido
É a última carícia
É o ultimo grito

De repente é o último abraço
É o último carinho
É o último amasso

De repente é o último cheiro
É o último beijo
É a última metade, que um dia foi inteiro

De repente os dias passam
Os momentos passam
E só as lembranças ficam

De repente quem sabe você acredita
Que a vida é fila única
É eterna corrida

Não deixe que tudo passe
Ou pior que simplesmente você passe por eles
Sem que se engrace

Sem que se divirta
Sem que realmente viva
E não só exista

Porque o "de repente"
É muito mais rápido
Do que a gente.

"Efêmero dos Devaneios"

domingo, 7 de outubro de 2018

E ela sorri

E ela sorri
Me olhando fundo nos olhos
Com aquele olhar de ternura
Como se lesse minha alma

Como se entendesse minha calma
Que as vezes não tenho
E me acalma

Como se fosse tão calma
Logo ela, que é onda, é terremoto
Quando não... furacão

Na vida, na cama e no coração
Malandrinha, novinha e teimosa
E aí sou eu quem sorri

Com um ar de que eu já sabia
Que hora ou outra te encontraria
Ela desmente e diz ter razão
Que no fundo quem sabia era ela

É briga, é paixão
Filme ou novela?
Candeia ou Cartola
Armandinho ou Ana Gabriela

Qual trilha sonora do agora?
Qual trilha a aurora aflora?
Aquele floral da tua pele
Aquela fragrância de teu amor

Que só de me olhar eu posso sentir,
Enquanto ela sorri.

"Efêmero dos Devaneios"

Soturno



Quando a escuridão toma seus dias
E tudo fica nublado, os dias de sol parecem sumir
Mas só parecem

Do outro lado é bom ter alguém que zela por ti
Mesmo quando você decide se isolar de todos

É tão difícil ser espinho
Quando era pra ser a rosa
E quem vem sentir seu perfume
Sempre sai machucado

As vezes perdemos o rumo
E ficamos sem centro
Duvidosos e desacreditados

E um pensamento de afeto
Uma saudade, um acalanto
Mesmo que na lembrança

Pode aquecer o coração
Em qualquer intemperança

É tão difícil ser zelo
Quando o coração é selo

E você fica na cela
Do desapego...

Sem vela, sem fogo, só gelo.

"Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O que fazer



Pra cada gota de melancolia
Avalia, sorria
E ofereça alegria

Pra cada lágrima de solidão
Independentemente da situação
Escute com o coração

Nos dias sombrios, reparou uma sensação de vazio
Demonstre todo seu brio
Verdadeiramente, ofereça um elogio

Mas se no caminho encontrar, somente ódio e rancor
Não faça nada
Simplesmente, seja amor.

Efêmero dos Devaneios


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

I miss you


Saudade 
Palavra forte, ressalva o corte
Que há na alma
Mas tenha calma
Porque tbm ela remete a sorrisos
Relembra o que um dia foi abrigo

E afago!

Saudade é um copo quente
Que sempre... a gente 
Dá um trago
Às vezes desce e aquece
Às vezes desce e queima

E por mais que a gente se apresse
Não há prece ou teima
Que nos livre dessa algema
Entre a alma e a saudade

Seja o coração valente
Ou covarde
Sempre quando bate a saudade
O olhar mareja, e como mareja

E no tempo a gente veleja
E tem com isso a certeza
Que se há saudade na mesa
É sinal que a vida tem valido a pena.

"Efêmero dos Devaneios"



segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Noite a dentro


Na noite quem fala mais alto
A consciência ou o coração?
A mente é tão barulhenta que silencia a televisão
Ser ou não ser eis a questão?
Deixei de pensar nisso há anos, desde que perdi a razão
Loucura e objeção, insanidade, desilusão, pra quem perdeu o rumo, qualquer vento é direção.
Concentro, acendo e respiro fundo
Responsabilidade no dia a dia, mas o coração tão moribundo, às vezes soa ironia
Sozinho sou o próprio inimigo, que inimigo cruel, sabe tudo sobre mim, desde o doce até o fel.
Singelo gosto no céu
 da boca,
amarga a garganta, a voz já rouca
coca, guaraná ou fanta?
Nenhum desses me afaga, nenhum desses adianta
minha alma  só o conhaque traga, pois assim retarda toda essa ânsia do amanhã, inquieta toda essa fúria do passado,
e assim como a embriaguez, se entrega ao hoje e ao agora, de repente não mais pensa, somente sente, somente aflora.

~ Efêmero dos Devaneios

sábado, 6 de agosto de 2016

Incurável


Há uma ferida dentro de minha alma, que não se fecha, não se cala, não se salva.

Há uma ferida dentro de minha vida, que fere o tempo, fere as horas, fere os dias e aflora toda essa agonia.

Me limitando a cura e a cicatriz, me impedindo novamente de ser feliz, deveria ter ido embora, fugido como um covarde, hoje essa ferida só arde, porque resolvi ficar

Mas o que não mata, mata e fortalece, só que não há reza ou prece que me tire esse pesar

Te amar era acalanto, hoje é tristeza e pranto, te ver a outro amar. Meus olhos querem chorar, mas o coração está tão frio, tão vazio, que nem teima lacrimejar

Aflito. Convivo comigo, cínico, em sorrisos e em companhias.
Pois o riso é de melancolia, queria mesmo era ver você voltar.

Você me amar.

"Efêmero dos Devaneios"

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