Muitos querem dinheiro
Outros querem a paz
Alguns sonham ser os primeiros
Já outros nem sonham mais
Mas, eu...Só quero dizer que te amo
Tantos querem a paixão
Por ego ou por amor
Há quem não queira ter coração
Cansado da dor de um desamor
Mas, eu...Só quero dizer que te amo
Ainda vejo os que querem o poder
Ainda ouço os que querem a magia
Rolam boatos dos que querem se esconder
Avisto fatos dos que buscam alegria
Mas, eu...Só quero dizer que te amo
O apaixonado quer o olhar mais profundo
A sociedade quer a felicidade
O egoísta quer ter o mundo
A juventude quer muita vaidade
Mas, eu...Só quero dizer que te amo
Se no sorrir do seu coração
Surgir algum desengano
Feche teus olhos em silêncio
E deixe eu dizer que te amo.
“Efêmero dos Devaneios“
segunda-feira, 25 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O vagar de um coração que cansou.
O que será que acontece
Quando o sol some de ti?
O que será que acontece
Quando o amor se esvair?
Não sinto mais nada
Não me sinto mais como era
Finjo com falsas palavras
Ações que de mim tu espera
Irônico ser lindo ao falar-te de amor
Mas não amar
Estranho poetizar a saudade
Mas nem se lembrar
Não sentir afeto, carinho, ódio ou rancor
Perdi o encanto, perdi o amor
Perdi... tudo que jurei levar pra mim
Sinto um vazio, mas não é tão ruim
E de muitos eu trago, esse trago amargo
Num bosque sem arvores, lentamente eu vago
Mas não entenda como solidão
Não isso não!
Só aprendi a vagar longe da ingratidão...
Efêmero dos Devaneios
domingo, 10 de julho de 2011
I'm not crazy, but… I love you
Pode ser que nunca mais eu vá te ver
Vi tão de repente desaparecer
Tudo que a gente já sonhou
Nada é como um dia se pensou
Já descobri que não suporto
O seu calor assim remoto
Sei que não vou mais te ver aqui
Não terei teu lábio a sorrir
Pra mim
Perdi meu norte, sumiu meu sul
I'm not crazy, but… I love you
Não sei por que você sumiu
Tua correnteza não encontra o meu rio
Fiz um barquinho só de bambu
I'm not crazy, but... I love you
Pra navegar até seu coração
Sem me afogar no mar da recordação
Mas, talvez, sei lá
A gente possa se encontrar
E recomeçar
Tudo outra vez
O amor terá nosso sabor
E a tempestade será de flor
Se um dia triste você chorar
A minha mão vai estar por lá
Para secar as gotas da tua dor.
“Efêmero dos Devaneios“
domingo, 3 de julho de 2011
Quando o rosa do meu céu ficou negro...
Onde estou?
Pra onde vou?
Todos olhares me perseguem
Todos os assuntos me seguem
Vou correr
Vou ferver
Por dentro meus pensamentos
Aflige meu coração. Tormentos!
O que será essa sensação
Será só ilusão?
Logo vai passar
Logo vou sonhar
Perdi o que eu mais queria
Fazendo o que eu mais pedia
Essa foi a maior ironia
Que a vida me apresentou...
E toda aquela minha vontade
Aquietou, desencantou
E por dentro a voz estranha se calou.
“Efêmero dos Devaneios“
terça-feira, 28 de junho de 2011
Mania de você
Infinitas possibilidades
Abreviadas em meias verdades
Que simplesmente significa
Aquela vontade intrínseca
Não há o vão dos sentimentos
Eles não vão a qualquer momento
Suspiro teu nome no vento seco
O suspiro é esquecido num lindo beco
Beco qualquer dos teus olhos
Morada do teu coração ilusório
Onde vi refletindo num olhar
Uma lágrima que negou-se vazar
Nem sei por que insisto tanto
Tanta desesperança que nem há mais pranto
Ao te lembrar, te sentir, te rever
Deve ser “só“ mania de você.
“Efêmero dos Devaneios“
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Humanitas
Escuto, mas não te ouço
Óh vozes dos outros
Criticam, mas não sabem
E os conselhos que se calem
Porque só me fazem rir!
Vá em frente vê se me esquece
Multidão que nada enobrece
A cada passo que dão
Caminham rumo a solidão
Suas mentiras só me fazem rir!
Não aplaudem a autenticidade
Nem conhecem mais a verdade
E aqueles de coração bom
São tidos como tolos fora do tom
Suas canções só me fazem rir!
Hoje em dia de nada duvido
Confesso. Ainda acredito
Por mais fundo que seja meu engano
Tenho fé ainda no ser humano
Que um dia já me fez sorrir!
“Efêmero dos Devaneios“
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Brado de “1“ pensamentos
Hoje, ah o hoje...
Ele me dá medo.
Não pelo medo de não saber o que vai acontecer
Não, não por isso. Mas medo por saber, que não
Irá inovar, mudar, criar, renascer novos pensares,
Novos mundos, novas idéias...
Onde estão os nossos poetas, nossos românticos, nossos
Ídolos... Hoje são eles os adeptos a putaria?
Sinto-me como um velho ao dizer isto, mas se for mentira
Que eu nunca envelheça, só para ver surgir nossos ídolos.
A vergonha de ser quem tu és, quem tu queres ser, vem tornando
O nosso mundo, a nossa era... A ERA dos enlatados, onde são poucos
O que encantam-se com o simples, e mais tão pouco ainda os que conseguem
Encantar, encantar realmente.
E aqueles que são, o julgam, os punem, os isolam, dizem ser um alienado que não sabe o que diz, e sonha só porque ainda é ingênuo
Mas, aquele que diz saber o que fala, só diz pelo fato de já ter sido dito um dia.
O autêntico se perdeu, na floresta da “esperteza“.
Viva sendo quem quer realmente SER, não se sinta ridículo por acreditar em teus sonhos, mas se sinta sim, ridículo! Por não estar priorizando-os.
Não tenha medo de arriscar, se preciso for riscar seus medos, risque-os.
Não tenha vergonha de chorar, mas sinta a essência pelo que choras.
Não se oprima ao revelar teus pensamentos, pois se calados, de que valeu pensar?
Século XXI, onde tudo é dado livremente, mas ainda assim te tornas preso...
Tanta liberdade que antes não se tinha, tanta “evolução“ adquirida, a informação, a cinematografia, a virtualidade dissipadas pelo ar de nosso pensar... Ainda assim, estagnamos os pensamentos, os sentimentos e insistimos em deixar evoluir, a insegurança e a incredulidade em NÓS.
A fé está dispersa, ao invés de interioriza - lá.
Não busquem no mundo as respostas, que só o “seu mundo“ tem as perguntas.
Simplesmente entendam, que o despertar do que tu realmente és... É o que fará dormir a tristeza.
Viva! Mas, não por que todos vivem e assim é a lei da vida... Viva sabendo o porque queres viver!
“Efêmero dos Devaneios“
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