sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Iterativo


Ontem parei pra pensar
No que eu não paro de pensar
E tudo me levou a pensar
Que é você meu constante pensar

Durmo pensando em você
Sonhando, eu sonho é com você
E ao acordar já penso em você
Minha imaginação, idealiza você

A essência que vem do teu corpo
Arrepia todo o meu corpo
E assim, já sinto a vontade do teu corpo
Estar junto ao meu, formando um só corpo

Isso parece até muito repetitivo
Mas é assim que soa teu olhar
Constantemente em meus pensamentos
Constantemente a me hipnotizar.
                                              Efêmero dos Devaneios

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Menininha e o Sol


Na noite de primavera
A mais linda e doce menina
De uma cidade ofusca e agitada
Tinha combinado um belo encontro com o sol

Mas como numa noite
Conversa-se com o sol?
Quando dois seres estão ligados pelo coração
Somente o físico não é o suficiente

E assim a menininha e o sol
Conversavam longas horas
Longos dias, mesmo sem se verem
Sem se falarem, apenas sentindo um ao outro

E então a menininha marcou com o Sol
Um encontro celestial
Para dançarem longas canções
Orquestradas pelos ventos e passarinhos

A menininha estava tão contente
Havia colocado seu mais lindo vestido
Escolhido seu mais belo sorriso
E de todos que ela tinha, vestiu-se com o mais meigo olhar

E chamou alguns de seus amigos para desfrutarem desse encontro
Afinal, seria um encontro dançante e divertido
Seus amigos tinham que participar

Mas quando chegou o instante do encontro
O sol não apareceu, todos estavam lá
O vento, os passarinhos, os amigos e a menininha

Mas não, não o Sol!

Uma nuvem grande, forte e nebulosa
Fria e insensata, cobriste o sol
Quente, alegre e apaixonado

A nuvem cruel o deixou em um sono profundo
Que o sol, mesmo com toda sua quentura
Não pode evitar

E em sonhos o sol via sua menininha
Dançando, sob o vento
Girando como um tornado sobre o mar

Era lindo, o sol estava mesmo encantando

Mas a menininha estava lá, triste
Já havia caído a noite, e ela não veria o sol
Ela esbravejava, entristecida, pois o Sol não foi até lá, vê-la

Tirou seu lindo vestido, escondeu seu belo sorriso
E aquele seu olhar meigo, trocou por um sem ênfase algum
E deitou em sua cama, ainda assim pensando no sol, mas tomada por decepção e raiva

Mas ela não sabia, que o sol estava mesmo que dormindo
Vendo-a dançar alegremente
Mesmo que em sonhos ligado a ela, o sol estava

E no dia seguinte ele surgiu no céu
Todo lindo, resplandecente e radiante
Só para se desculpar com sua menininha

Talvez ela até o compreenda, e o abrace
Com toda a sua ternura
Com toda a sua paixão

E antes de partir o sol deixou bem claro
E o jogou no tempo
Um dizer simples assim:

Mesmo que não me vejas, menininha
Eu estarei contigo, estarei tocando a ti
Mesmo que longe, meus raios quentes
Estarão em ti, e tu estarás em mim

Pois mesmo com meu brilho
Com meu calor, com meu carinho
Mesmo com todas as estrelas que eu já vi e senti
Foi por você, oh minha menininha, que me encantei.
                                                                        Efêmero dos Devaneios

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Estações


A vida nos ensina
Com boas lições
Tendo os dias como caderno
Em tempos de inverno

Mas também nos apresenta
Lindas surpresas
Quando a gente menos espera
Nas chuvas da primavera

Temos que ser sempre alegres
Sempre sorridentes
Pois amores vêm e vão
Nas loucuras do Verão

A vida também nos faz sonhar
E nos engana com falsos sonhos
As vezes até sentimos a dor do abandono
Nas solidões do Outono

E assim a vida passa
Às vezes a gente disfarça
Que não vimos ela passar

Mas no fundo, sempre sabemos
Que os caminhos que escolhemos
Sempre a pena valerá.
                            Efêmero dos Devaneios

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Convite à real fantasia


Eu te convido a viver
Em um mundo coberto de fantasias
Mundo este que sempre sonhaste
Que sempre brincaste de nele viver

Ah eu te convido
A ver as fadas do amor
Os duendes da paixão
Os encantos dos feitiços

Saias deste livro em que estás vivendo
Sem graça, monótono, sombrio
E venhas comigo, sem pensar em nada
Somente venhas, de corpo e de alma

Sentirás nesse convite um medo incrível
Temerás em aceita-lo, por não saber se realmente é real
Ou se será apenas uma vertigem
Assim como um livro passado te causaste

E olhando em seus olhos
Falo sem abrir a boca
Falo somente com os olhos
E com o coração

E tenho certeza de que me entenderás
E virás comigo, sentir a sensação deste mundo mágico
E serás no nosso mundo, esta fada que és, mas não sabias
Uma fada em forma de flor, ingênua, atrevida e sonhadora

Onde ao invés de sua vara de condão
Tens no lugar o sorriso mais belo que os homens já conheceram
Que ao ser exposto, hipnotiza e torna real
Todos os sonhos, desejos, amores e paixões

Agora escute-me, escute-me com atenção
O passaporte para esse mundo
Irá faze-la ir no mais profundo
Sentimento do seu coração

Sinta teus medos agora, sendo devastados
E seu prazer de aproveitar o momento, sendo intensificado
Viverás após isso pensando com o coração
Para ires até este mundo, só me abrace e prendas a respiração.
                                                                             Efêmero dos Devaneios

Game Over ??

O que passa em sua mente quando encontra a palavra acabou
Ou melhor, o que não passa em sua mente nessa situação
Um tremor, uma dúvida, insegurança, trava algo no coração
Fim de tudo, fim do nada, fim do que nem começou

Um enigma em meu olhar que nem posso enxergar
Foi lançado em meu rosto, desde que te conheci
Alguns segredos, muitos sonhos, como paixão eu floresci
E desde então esse enigma eu quero desvendar

E eu te digo, e digo somente a você
Que nessa indecisão eu não irei adormecer
Por mais que aperte e embaralhe tudo que vem à minha mente
Não será agora que deixarei partir, o olhar mais sorridente.
                                                                     Efêmero dos Devaneios

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Miragem

Não! Não me canso de olhar
Concentro-me e olho fixamente
Dentro desses olhos incandescentes
Para tentar acreditar

Acreditar que são verdades
Os afagos que tocam você
Que não! Não é uma miragem
E esse oásis, não vai desaparecer

Mas quanto mais eu mergulho
Em teus beijos que borbulham
Bolhas de alegria e amor
Mas entro em paranóia, que a ilusão começou

E se isso que sinto não for verdade?
E se isso que vejo não existir?
Será que vai sumir com o vento?
Ou vai ventar até mim?

Com essa imagem fascinante
Com tanta beleza interior em cores
Com esse sorriso tão radiante
Com mil e um sabores

Não pode ser uma miragem!

Além do mais, miragem não tem sabor
Miragem não dá pra tocar
Muito menos transmite calor
E nem faz faltar seu ar

Já que não é miragem, só pode ser sonho
E sobre este sonho, uma coisa eu sei
Mesmo que a solidão me de um banho
Tão cedo não acordarei...
                   Efêmero dos Devaneios

sábado, 23 de outubro de 2010

Simplesmente Liberdade


Dias de liberdade
São como rosas que voam com o vento
Embelezando todo o ar, o dia e a cidade
Sem saber pra onde ir, somente seguindo o instinto em momento

Mas digo a liberdade verdadeira
Não a falsa liberdade
Que engana a mente
Mas no fundo o coração sabe

Que está aprisionado pelos próprios sentimentos
Pelas proprias emoções, e sensações
Desprovido do calor e jogado ao relento
Sem véu de esquecimento, e saciando-se por ilusões
 
Amo ser livre, por isso desprendo-me de falsas ideologias
Não ligo pra hierarquia
No fim, sempre no fim
Todos temos o mesmo final

Sem riqueza, sem beleza
Só herdaremos histórias eternas
Amores de alta realeza
E todo o brilho cintilante da Lua interna

Sigo sempre assim apaixonado pelos pássaros
E pelo mar, misterioso mar
Pois eles sim, sabem saciar e se esbaldar
Da verdadeira liberdade

No qual o verdadeiro significado o mundo esquece
A verdadeira vivencia
Dessa tal liberdade em saliência
Só quem exala o amor a conhece.
                                              Efêmero dos Devaneios

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