terça-feira, 28 de junho de 2011

Mania de você

Infinitas possibilidades
Abreviadas em meias verdades
Que simplesmente significa
Aquela vontade intrínseca

Não há o vão dos sentimentos
Eles não vão a qualquer momento
Suspiro teu nome no vento seco
O suspiro é esquecido num lindo beco

Beco qualquer dos teus olhos
Morada do teu coração ilusório
Onde vi refletindo num olhar
Uma lágrima que negou-se vazar

Nem sei por que insisto tanto
Tanta desesperança que nem há mais pranto
Ao te lembrar, te sentir, te rever
Deve ser “só“ mania de você.
                                          “Efêmero dos Devaneios“

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Humanitas

Escuto, mas não te ouço
Óh vozes dos outros
Criticam, mas não sabem
E os conselhos que se calem

Porque só me fazem rir!

Vá em frente vê se me esquece
Multidão que nada enobrece
A cada passo que dão
Caminham rumo a solidão

Suas mentiras só me fazem rir!

Não aplaudem a autenticidade
Nem conhecem mais a verdade
E aqueles de coração bom
São tidos como tolos fora do tom

Suas canções só me fazem rir!

Hoje em dia de nada duvido
Confesso. Ainda acredito
Por mais fundo que seja meu engano
Tenho fé ainda no ser humano

Que um dia já me fez sorrir!
                                           “Efêmero dos Devaneios“

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Brado de “1“ pensamentos


Hoje, ah o hoje...
Ele me dá medo.
Não pelo medo de não saber o que vai acontecer
Não, não por isso. Mas medo por saber, que não
Irá inovar, mudar, criar, renascer novos pensares,
Novos mundos, novas idéias...

Onde estão os nossos poetas, nossos românticos, nossos
Ídolos... Hoje são eles os adeptos a putaria?

Sinto-me como um velho ao dizer isto, mas se for mentira
Que eu nunca envelheça, só para ver surgir nossos ídolos.
A vergonha de ser quem tu és, quem tu queres ser, vem tornando
O nosso mundo, a nossa era... A ERA dos enlatados, onde são poucos
O que encantam-se com o simples, e mais tão pouco ainda os que conseguem
Encantar, encantar realmente.

E aqueles que são, o julgam, os punem, os isolam, dizem ser um alienado que não sabe o que diz, e sonha só porque ainda é ingênuo
Mas, aquele que diz saber o que fala, só diz pelo fato de já ter sido dito um dia.
O autêntico se perdeu, na floresta da “esperteza“.

Viva sendo quem quer realmente SER, não se sinta ridículo por acreditar em teus sonhos, mas se sinta sim, ridículo! Por não estar priorizando-os.
Não tenha medo de arriscar, se preciso for riscar seus medos, risque-os.
Não tenha vergonha de chorar, mas sinta a essência pelo que choras.
Não se oprima ao revelar teus pensamentos, pois se calados, de que valeu pensar?

Século XXI, onde tudo é dado livremente, mas ainda assim te tornas preso...
Tanta liberdade que antes não se tinha, tanta “evolução“ adquirida, a informação, a cinematografia, a virtualidade dissipadas pelo ar de nosso pensar... Ainda assim, estagnamos os pensamentos, os sentimentos e insistimos em deixar evoluir,  a insegurança e a incredulidade em NÓS.

A fé está dispersa, ao invés de interioriza - lá.

Não busquem no mundo as respostas, que só o “seu mundo“ tem as perguntas.
Simplesmente entendam, que o despertar do que tu realmente és... É o que fará dormir a tristeza.

Viva! Mas, não por que todos vivem e assim é a lei da vida... Viva sabendo o porque queres viver!
                                                                                                           “Efêmero dos Devaneios“

sábado, 21 de maio de 2011

Passam, passam e passam.



É só mais um dia que não vai dormir cedo
Uma tarde fria, de sol, onde o medo é o brinquedo
Uma noite apenas, onde a tristeza está com insônia
É só mais uma madrugada de infâmias

O tempo e os dias passam, passam e passam
E ninguém vê teus medos, teus sonhos, tuas angústias
Tuas saudades, tuas solidões, tuas verdades chulas

Mas não me importo, o mundo não é o bastante
O tempo afinal é só um instante
A vida afinal vai além do que se vê
Afinal o que é a vida pra você?

O amor, a saudade e as paixões passam, passam e passam
E eu já não me vejo como antes, meu reflexo está diferente
Um dia sereno, noutro nervoso, às vezes tão triste, noutro contente

E o que digo pra mim em dias assim?
Onde lembro só de você e esqueço de mim
Isso soa tão clichê, mas não vejo outro jeito
Pra poder mostrar que há tempos não me ajeito

A dor, a mentira e as tristezas passam, passam e passam
E fingindo viver como se fosse o último dia
Só pra esconder de mim toda essa agonia

Queria ser como a essência do carpe diem
Queria saber de que mundo foi que vim
Já que não me sinto daqui
Depois que o meu tudo acabar pra onde que eu irei ir?

Afinal a vida e os viventes passam, passam e passam.
                                                                   Efêmero dos Devaneios.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Todo meu amor agora é só guerra.

Preciso de um baque mais forte
Preciso de um drink que sopre
Um vento que simule a morte
Fazendo em meu peito um corte

Sobre meu coração sem sorte
Tenho o destino como suporte
O amanhã me entrega um passaporte
Para eu sumir desde o sul ao norte

Por mais que não me importe
Minha lembrança agora é só um recorte
Onde guardo junto a picotes
De segredos meus

Que me ajude, óh Deus
Não me sinto mais um semideus
Preciso da força de Zeus
Pra explodir esse meu museu

Com raios vindo de um apogeu
Eu sei que o mundo me esqueceu
E hoje não tenho mais mundo e nem Era
Já que o mundo era ela

Já que não és mais tão bela
Teus olhos revelam seqüelas
De um amor esquecido na cela

Que teu egoísmo aprisionou e não vela
Teu céu azul, agora amarela
Todo meu amor agora é só guerra

Onde a paz não é vista na Terra
E assim o meu peito congela
Nunca mais me olhe nos olhos, óh maldita donzela. 
                                                           Efêmero dos Devaneios

domingo, 15 de maio de 2011

Aquele que esqueceu de amar.

Sinto saudades de amar
Me fugiu o cheiro do amor
Não quero mais esperar
Aquilo que o vento levou

Tenho o amor, mas não sinto
Nem sei por que chorar
Mesmo assim eu choro
Só pra tentar me lembrar

Do tempo em que tinha
Um grande amor
Do tempo em que sentia
Todo seu calor

Então sigo em desilusão
Tendo vários falsos amores
Esperando que um dia
Eu não seja tantos atores.
                                        Efêmero dos Devaneios

terça-feira, 26 de abril de 2011

A lágrima escorrida da vida.


A vida foi divertida
Pra quem simplesmente
Se entregou

A vida foi tão sofrida
Para aquele
Que nela passou

E nem viu ela passando
Nem sentiu ela chorar
Sorrir, gritar e cantar

Se eu pudesse voltar
Seria tão...
Não sei

Porque nós nunca sabemos
Apenas vivemos
Ou fingimos viver

E de tudo que acontece
Entre choros, risos e preces
No fundo só vamos levar

Lembranças, memórias
Afetos, e marcas
De um passado que se foi

E nunca mais vai voltar
È fato de arrepiar
Saber que tudo que vivemos

Jamais igual um dia será
Arrependimentos por não ter feito
Arrependimentos por assim fazer

São só ressentimentos
No qual não vamos
Reviver

E aquele olhar solitário
Que levava no primário
Hoje só vou recordar

E aqueles meus amigos
Amores sonhados
Amores perdidos

Quem será que vai lembrar?

Além de mim
Além do coração
Além dos segredos da solidão

Tantos amores e rumores
Tantos amigos e brigas banais
Tantos, tantos e tantos que às vezes até tanto faz

E se essa lágrima que cai
Enquanto escrevo e me lembro
Revive toda lembrança

Dos meus tempos de criança, onde não conhecia a dança
Que hoje conheço, mas não sei dançar
Que chamam de vida, ou de passagem

Sei que hoje, minha bagagem
Tem muitos sonhos pra gastar
Muitas lágrimas pra molhar

Muito amor pra entregar
Muita dor pra ensinar
E os melhores amigos

Pra essa bagagem ajudar a carregar
Se serão para sempre
Ou se apenas serão

Isso já não me importa
Só quero que na minha porta
Adentre as mais fortes sensações e mais marcantes emoções

Pois como um dia um amigo
Disse para um amigo meu
Um dia sentiremos saudades disso

Desse tempo que se perdeu!

Se ontem fui o dono da razão
Hoje nem sem quem tem ela
Talvez a culpa é da paixão

Mas mesmo assim a vida é bela
Se ontem quis a solidão
Hoje só deslizo nela

O que eu sei, é tudo aquilo
Que não sabia, e nem saberei
Pois tudo aquilo que descubro

Se cobre por outra vez
E quando assim está descoberto
Já nem era como antes

Mas, a vida é mesmo louca
Um infinito romance.
                              Efêmero dos Devaneios

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