E assim se fez
Teus olhares colados no meu
Me convidavam mais uma vez
A ser teu
Teu toque leve
Um calor da pele a flor
E antes que a pressão se eleve
Eu fervo no teu calor
Durante a madrugada silenciosa
Tua respiração profunda e gostosa
Me fez esquecer o meu lugar
Estava a seu mercê
Nem eu sei o porquê
Só admirava você se entregar
Duas almas se encontrando
Dois corações dançando
Tamanha era a euforia
Que a poesia surgia dali
Surreal como Salvador Dali
Admirável como Da Vinci
Fizemos da paixão uma arte
Dançando o tango de Nanci.
"Efêmero dos Devaneios"
domingo, 25 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Descolorindo
Meu coração abrigou suas angústias
E abraçou suas tristezas
Sem querer nada em troca
Só se encantou com sua beleza
A gente se entendia tão bem
Até que cada um resolveu partir
Eu tentei voltar
Tu decidiu seguir
E eu fui me perdendo por aí
De abraço em abraço
De corpo em corpo
De laço em laço
Até que me perdi
E tenho pra mim que não vamos nos encontrar
Não sei onde estou
Você nem sabe onde está
Nem sei quem mais sou
E olha agora quem tu és
Farelos de uma paixão
Restos de amor em nossos pés
Tudo se desencontrou
E desencantou
Ficou no passado
Desbotou
Eu podia jurar que essas cores
Não apagaria
Mas desbotaram
Quem?! Quem imaginaria?
Hoje te trago só no peito
Em cores quentes e frias
Tuas cores,hoje tão incolores
Já coloriram meus dias.
"Efêmero dos Devaneios"
domingo, 27 de setembro de 2015
Sentimentos
Nesses poucos anos de vida
Tantas coisas conheci
Fatos curiosamente incríveis
Coisas que acredito mas nunca vi
Tantas fabulosas magias
E tantos fabulosos gurus
Segredos entre o céu e a terra
Lugares entre o norte e o sul
Embora tantas coisas conheça
Ainda não consigo entender
Algo que fica tão próximo
Que há em mim e que também existe em você
Sentimentos
A complexidade e simplicidade
Misturadas dentro de nós
Que fala mas não tem voz
Que grita mas ninguém escuta
Que dói mas só o tempo cura
Que é simples mas ninguém apura
E vejam só
É tão difícil começar gostar de alguém
Muito mais ainda deixar de gostar
As vezes o tempo passa
Mas o sentimento ainda está lá
Permanece intacto
Sobrevivendo sozinho
Sem nada para nutrir nessa andança
Vivendo só de lembrança
E quando menos se espera
Já se encontra amando outra vez
As vezes a mesma pessoa
Não sabe porque, nem como, simplesmente o amor se refez
Um novo amor vem na brisa
Te toma tão de repente
Remexe tua cabeça
De novo maçã e serpente
O velho amor é a brisa
Não sumirá de repente
Remonta tua cabeça
De novo coração e corrente
Ahh sentimentos, recheado de saberes
Me faço assim confuso quando estou contigo
Pior ainda seria sem eles.
"Efêmero dos Devaneios"
Tantas coisas conheci
Fatos curiosamente incríveis
Coisas que acredito mas nunca vi
Tantas fabulosas magias
E tantos fabulosos gurus
Segredos entre o céu e a terra
Lugares entre o norte e o sul
Embora tantas coisas conheça
Ainda não consigo entender
Algo que fica tão próximo
Que há em mim e que também existe em você
Sentimentos
A complexidade e simplicidade
Misturadas dentro de nós
Que fala mas não tem voz
Que grita mas ninguém escuta
Que dói mas só o tempo cura
Que é simples mas ninguém apura
E vejam só
É tão difícil começar gostar de alguém
Muito mais ainda deixar de gostar
As vezes o tempo passa
Mas o sentimento ainda está lá
Permanece intacto
Sobrevivendo sozinho
Sem nada para nutrir nessa andança
Vivendo só de lembrança
E quando menos se espera
Já se encontra amando outra vez
As vezes a mesma pessoa
Não sabe porque, nem como, simplesmente o amor se refez
Um novo amor vem na brisa
Te toma tão de repente
Remexe tua cabeça
De novo maçã e serpente
O velho amor é a brisa
Não sumirá de repente
Remonta tua cabeça
De novo coração e corrente
Ahh sentimentos, recheado de saberes
Me faço assim confuso quando estou contigo
Pior ainda seria sem eles.
"Efêmero dos Devaneios"
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Éramos dois
Éramos dois que formávamos um
Assim como a noite e a lua
Estávamos sempre em sintonia
Assim como o mago e a magia
E num piscar de olhos
Nos tornamos só, dois
Assim como janela e vidraça
Um palhaço sem graça
Sem sintonia, sem magia
Só saudade e melancolia
A janela e sua paisagem
A vidraça e sua imagem
Cada um na sua
Cada um num canto
Sem riso, sem brilho
Sem tanto
Tanto amor existia
Tanto fogo em comum
Éramos dois
E hoje só um
Só um lembra do afeto
Só outro sente saudade
Só um vive quieto
Só outro se sente covarde
Um encontro parece
Somente um aperto de mão
E quando o encontro aparece
Somente um sente tesão
Éramos dois
Sonhando com o antes, o agora e o depois
Éramos dois
Agora sonhando com o antes e deixando um amor pra depois.
"Efêmero dos Devaneios"
domingo, 30 de agosto de 2015
Perdido
Eu estou tão
perdido
Que vivo me
encontrando
Num beijo,
num corpo, num vicio
Num riso,
num timbre, num pranto
Me atiro num
precipício todos os dias
E volto pra
me ver cair
Só pra ver
de longe, meus medos
E meus desenganos
indo pra longe de mim
Eu estou tão
confuso
Que vivo na
indecisão
Se amo, se
me apaixono
Se vago na
solidão
Vivenciando
a saudade
Só por hobby
ou simpatia
Trocando o
riso por choro
Somente por
ironia
Meu próprio
coração me trai
Minha mente
nem posso contar
O acaso é
meu melhor amigo
Por acaso
quem vai notar??
E olha lá de
novo
Quem cai no
precipício
Com o peito
tão perto do fim
E a alma tão
perto do inicio.
"Efêmero dos Devaneios"
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
As Crônicas de Sagittarius I : Apartamento 512
Alto como em um pico de uma estrela
Era o nosso lugar naquele dia
Não pela altitude em si
Mas pela nossa sensação de euforia
Varando a madrugada quente
Numa noite de inverno
Dois corpos traçados a se entregar
Como fogo e inferno
Tão de repente em mente
Tudo se encaixou
A data, a hora o tempo
Tua angustia no meu calor
Janelas, olhares, o mundo
Conversas e segredos vinham a tona
Canções como as de um Lounge
Enfeitavam aquela maratona
Onde não tinha ganhador
Onde não tinha campeão
Se aventuravam por prazer
Era mútuo por emoção
Vinte e quatro horas entregues
O relógio era todo seu
Perdemos a hora é claro
O tempo muda no apogeu
Os sonhos em claros
Numa rua escura
Um sorriso no carro
Rua da amargura
Atravessou a rodovia
E se foi
Pra sempre?
Ou até depois?!"Efêmero dos Devaneios"
As Crônicas de Sagittarius II : Jardim do Éden
Se eu tivesse que dizer onde fica o fim do mundo
Sem duvidas iria saber, que é atrás de um rio sem nome
Onde nem quem lá habita sabe seu nome a fundo
Nem se interessa a saber
De lá eu vim, trouxe a bagagem, só sorriso e felicidade
Não me preocupando com o amanhã e seus problemas
Nem como tudo iria proceder do outro lado da cidade
Só deixei acontecer
Uma trilha curiosa, uma risada gostosa, e só
Céu em degrade, o barulho das ondas, e ela se despiu
Fingiu que nem me viu, sorriu e minha cabeça deu um nó
O que mais eu poderia fazer?
A noite nos envolveu e vi o quão estrelado é o céu nas praias do litoral
sul
E na sua crise de respiração, que soava tão sexy, nos vimos a sós
Com as pedras, a lua, a areia e o nosso corpo nu
Devia ter fotografado você
De tão intenso o momento, depressa correu nosso tempo
Tão escuro quanto o caminho que tivera a percorrer
Eu daria uma semana inteira pra deixar aquele dia mais lento
Mas a ampulheta teimava correr
E num piscar de olhos, já vinha panela no fogo queimando
A pressão arterial aumentava, o fogo exalando pela casa
E novamente dois corpos se entregando
Era até bonito de ver
O paraíso no Éden é belo, assim como o mar de leite condensado
Se perder por ai é tão bom, quando se aproveita o momento herdado
Uma sauna no carro, uma noite divertida, outra vez aquela avenida?
A avenida do adeus
Um beijo, um cheiro
Um breu...
"Efêmero dos Devaneios"
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