quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ignorar pra ser Feliz...



O segredo? É não se importar!
Não se importar com o medo
Muito menos com o ódio
É ignorar o enredo
É não ligar para o pódio

Não se importar com o amor
Ignorar a inveja
Não dê importância pra dor
Nem à palavra que te apedreja

Não ligue pro passado
Desconheça o futuro
Não leve tão a sério o presente
Não fique em cima do muro

Decida-se e aja natural
Não se importe com o mal
E livre-se do sentimento de culpa
Tudo dá certo no final

Dance com o universo
Pra que ele queira te namorar
Converse com a vida em verso
Pra ela se apaixonar

Quem não te ama
Não merece sua chama
A tanto fogo no mundo
Quem sabe até mais voraz

Ignore, não se importe
Não leve tão a sério de mais
Sinta a sua liberdade fluir
A felicidade é uma veste
Pra quem a sabe vestir!
                                               “Efêmero Devaneio”

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quem é o amor?

O Amor é um algo tanto quanto engraçado
Divertido, apaixonante, vicioso e encabulado
Faz você acreditar e realmente crer
Que o mundo virou perfeito depois de o conhecer

Mas quando tudo passa e você passa a me esquecer
O Amor vira angustia, melancolia e desprazer
Tem amor que dura anos, tem amor por pouco tempo
Tem amor de verdade, tem amor de momento

É algo assim que ninguém sabe decifrar
Uma coisa, um poema, um universo, um olhar
Uns duvidam que até seja real
Mas cada qual, ama a tal forma, do seu jeito natural

Há quem finja o Amor. Um ato tão frio!
Só que quem finge sentimento
Só pode ser um ser vazio

Há quem sinta que é o mais verdadeiro
Mas se pega amando mesmo
Só que em outro travesseiro

Já caí em ilusão por amar para sempre
Já acreditei no Amor de um alguém que mente
E já amei a ponto de nem ter mais coração
E chorei pedindo a Deus pra livrar essa aflição

Não importa se ama, ou se é amado
O Amor é único, mesmo tendo vários lados
E que ninguém sabe bem ao certo
Se o Amor de agora é o amor mais correto

Não tem hora, motivo ou explicação
Exala química, destino e admiração
Não tem manual de instrução, é algo insano
É uma coisa confusa, coisa de ser humano.
                                                                 “Efêmero dos Devaneios”

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Castelo de gelo.

Aqui está tão frio
Vazio meu peito explode
Ele queima e teima estar contigo
Mesmo sabendo que não pode

Meus sonhos construíram
O mais belo castelo
O coração em vão pintou
E usou a cor de teu olhar tão belo

Mas a frieza fez morada
Congelando tudo aqui
Lagrimejar virou um ato
Bem comum pra mim

Por mais que faça sol
Nada por aqui esquenta
O gelo só aumenta e acorrenta
O amor

Nas paredes da memória
Só histórias de tu, flor

O amanhã de ontem, é o agora
E nessa hora vem a dor

Na madrugada de outrora
Eu quero a aurora e teu calor

O tudo é sinônimo de ti
Sorrir não é ser feliz
E viver mentindo esquecer
Não é apagar você.

Enfim, se um dia tu parar
De patinar no meu coração
Que está mais gelado
Que o beijo da solidão

Peço que me acalante
E cante um amor pra mim
Morar num castelo de gelo
É a vida na morte, é o fim!
                                        “Efêmero dos Devaneios”

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

História de uma dor, que a dor da história causou..



A noite vem chegando e eu já sei
Que não vou conseguir dormir
Eu persisto em insistir que você
Volte pra casa...

Você perdeu o endereço mas
A chave está em suas mãos
É só deixar que eu te guio
Até o meu coração

Desculpa eu estar sendo chato
Em não conseguir te esquecer
Perdoe por essas noites
Que eu não revelei pra você

O quanto você vive nos meus pensamentos
Nos sonhos, olhares, nos atos e nos sentimentos
É que eu fico sem jeito de saber que não vai me entender
Escrevo pro vento, e escondo os versos de você!

Cansei de dizer que essa seria
A ultima canção
Mas escrever pra você
É a única minha redenção

Estou preso por pura vontade
No seu olhar lunar
E o que me falta é um foguete
Para nele viajar

Prometo que essa será
Só mais uma canção de mil
A correnteza foi mais forte
E o meu barco se perdeu no seu rio

Mas quando eu encontrar a saída
E cantar canções de despedida
E de repente você me sorrir

Não há mais o que fazer
Não há mais o que dizer
Eu pulo do barco e me perco de novo
Em você.
                              “Efêmero dos Devaneios”

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Eu, Você, a Chuva e o cais.


Aquela noite era um dia
Onde tudo ia mudar
Nasceria a fantasia
Que acabara de matar

Parecia uma noite fria
Fria como o olhar
Que você me olhava fria
Sem se importar

De repente foi um show
Quando você me beijou
Tinha gosto de rock roll
Contagiante como o soul

Logo estava eu e você
Numa escadaria
Começava a chover
Mas só o que eu ouvia

Era que tinha um trem passando
Levando medo e engano
Embaixo de nossos pés
Em frente ao oceano

O coração dançava Jazz
Era leviano
E o som da chuva nos convés
Parecia até piano

A chuva aproveitava
O nosso momento a dois
Lavava o passado
Que deixamos pra depois

Enquanto você foi pra casa
A chuva me acompanhou, até a minha
E foi nos meus colchões
Que o vicio então voltou

Pensar, sentir, lembrar
Até o amanhecer
Quando a noite acabou
Meu ar era você

Lembrar, pensar, sentir
O toque que vem de você
Quando a noite acabou
Meu O² era você.
                               “Efêmero dos Devaneios”

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Então Diga!

Venha pra cá
Não tente mentir
Sente ao meu lado
Eu quero te ouvir

Fique em silêncio
Pra poder escutar
O que a voz de dentro
Insiste gritar

Não diga nada
Não hesite me olhar
Não diga nada
Não hesite me amar

O dia inteiro foi só pra escrever
Uma tarde tão linda
Que eu pudesse entreter

Teus sonhos, teus gostos
Teus risos, teus choros
Teus lábios, teu corpo
Teu vício no meu

E a noite invadiu o meu peito
Teus olhos marcaram minha alma
Teu cheiro tomou meu ser
Teu jeito me tira a calma

Tua ausência me traz angústia
Tua ira me dá calor
Perder você me dá medo
Te ver chorar cauda dor

Confuso me encontro
Em teu conto
Sem moral da história
Ou final feliz

Queime de vez esse livro
Ou faça como a música diz
Mas lembre-se que um sem o outro
É como uma flor sem raiz.
                                     “Efêmero dos Devaneios“

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cancíon de J’ess ica...

Sumir seria bom
Se isso que eu sinto
Fosse também sumir

Faz tanto tempo
Que é até difícil
Aceitar que tudo ainda possa existir

Pelo menos em mim
Simplesmente em mim

Juro que tentei
Tais sentimentos afogar
É difícil, eu sei
Respirar sem me lembrar

De você em mim
É simples assim

Para de teimar em crer
Tudo que não vai provar
Só pra fingir não ver
O que é tão fácil enxergar

Tudo que tu és pra mim
A culpa é sua eu ser assim

Turista pela solidão
Passeio com meu coração
E vejo você, somente você
Como a grande atração

Ainda vou te encontrar
Nos mesmos braços que a perdi
Nos braços do destino

Que sonhei pra ti
Que sonhei pra nós
Que não me esqueci.
                             “Efêmero dos Devaneios“

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