domingo, 27 de setembro de 2015

Sentimentos

Nesses poucos anos de vida
Tantas coisas conheci
Fatos curiosamente incríveis
Coisas que acredito mas nunca vi

Tantas fabulosas magias
E tantos fabulosos gurus
Segredos entre o céu e a terra
Lugares entre o norte e o sul

Embora tantas coisas conheça
Ainda não consigo entender
Algo que fica tão próximo
Que há em mim e que também existe em você

Sentimentos
A complexidade e simplicidade
Misturadas dentro de nós
Que fala mas não tem voz

Que grita mas ninguém escuta
Que dói mas só o tempo cura
Que é simples mas ninguém apura

E vejam só

É tão difícil começar gostar de alguém
Muito mais ainda deixar de gostar
As vezes o tempo passa
Mas o sentimento ainda está lá

Permanece intacto
Sobrevivendo sozinho
Sem nada para nutrir nessa andança
Vivendo só de lembrança

E quando menos se espera
Já se encontra amando outra vez
As vezes a mesma pessoa
Não sabe porque, nem como, simplesmente o amor se refez

Um novo amor vem na brisa
Te toma tão de repente
Remexe tua cabeça
De novo maçã e serpente

O velho amor é a brisa
Não sumirá de repente
Remonta tua cabeça
De novo coração e corrente

Ahh sentimentos, recheado de saberes
Me faço assim confuso quando estou contigo
Pior ainda seria sem eles.
                                  "Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Éramos dois


Éramos dois que formávamos um
Assim como a noite e a lua
Estávamos sempre em sintonia
Assim como o mago e a magia

E num piscar de olhos
Nos tornamos só, dois
Assim como janela e vidraça
Um palhaço sem graça

Sem sintonia, sem magia
Só saudade e melancolia
A janela e sua paisagem
A vidraça e sua imagem

Cada um na sua
Cada um num canto
Sem riso,  sem brilho
Sem tanto

Tanto amor existia
Tanto fogo em comum
Éramos dois
E hoje só um

Só um lembra do afeto
Só outro sente saudade
Só um vive quieto
Só outro se sente covarde

Um encontro parece
Somente um aperto de mão
E quando o encontro aparece
Somente um sente tesão

Éramos dois
Sonhando com o antes, o agora e o depois
Éramos dois
Agora sonhando com o antes e deixando um amor pra depois.
                            "Efêmero dos Devaneios"

domingo, 30 de agosto de 2015

Perdido



Eu estou tão perdido
Que vivo me encontrando
Num beijo, num corpo, num vicio
Num riso, num timbre, num pranto

Me atiro num precipício todos os dias
E volto pra me ver cair
Só pra ver de longe, meus medos
E meus desenganos indo pra longe de mim

Eu estou tão confuso
Que vivo na indecisão
Se amo, se me apaixono
Se vago na solidão

Vivenciando a saudade
Só por hobby ou simpatia
Trocando o riso por choro
Somente por ironia

Meu próprio coração me trai
Minha mente nem posso contar
O acaso é meu melhor amigo
Por acaso quem vai notar??

E olha lá de novo
Quem cai no precipício
Com o peito tão perto do fim

E a alma tão perto do inicio.
                                "Efêmero dos Devaneios"

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

As Crônicas de Sagittarius I : Apartamento 512


Alto como em um pico de uma estrela
Era o nosso lugar naquele dia
Não pela altitude em si
Mas pela nossa sensação de euforia

Varando a madrugada quente
Numa noite de inverno
Dois corpos traçados a se entregar
Como fogo e inferno

Tão de repente em mente
Tudo se encaixou
A data, a hora o tempo
Tua angustia no meu calor

Janelas, olhares, o mundo
Conversas e segredos vinham a tona
Canções como as de um Lounge
Enfeitavam aquela maratona

Onde não tinha ganhador
Onde não tinha campeão
Se aventuravam por prazer
Era mútuo por emoção

Vinte e quatro horas entregues
O relógio era todo seu
Perdemos a hora é claro
O tempo muda no apogeu

Os sonhos em claros
Numa rua escura
Um sorriso no carro
Rua da amargura

Atravessou a rodovia
E se foi
Pra sempre?
Ou até depois?!
                                  "Efêmero dos Devaneios"

As Crônicas de Sagittarius II : Jardim do Éden



Se eu tivesse que dizer onde fica o fim do mundo
Sem duvidas iria saber, que é atrás de um rio sem nome
Onde nem quem lá habita sabe seu nome a fundo
Nem se interessa a saber

De lá eu vim, trouxe a bagagem, só sorriso e felicidade
Não me preocupando com o amanhã e seus problemas
Nem como tudo iria proceder do outro lado da cidade
Só deixei acontecer

Uma trilha curiosa, uma risada gostosa, e só
Céu em degrade, o barulho das ondas, e ela se despiu
Fingiu que nem me viu, sorriu e minha cabeça deu um nó
O que mais eu poderia fazer?

A noite nos envolveu e vi o quão estrelado é o céu nas praias do litoral sul
E na sua crise de respiração, que soava tão sexy, nos vimos a sós
Com as pedras, a lua, a areia e o nosso corpo nu
Devia ter fotografado você

De tão intenso o momento, depressa correu nosso tempo
Tão escuro quanto o caminho que tivera a percorrer
Eu daria uma semana inteira pra deixar aquele dia mais lento
Mas a ampulheta teimava correr

E num piscar de olhos, já vinha panela no fogo queimando
A pressão arterial aumentava, o fogo exalando pela casa
E novamente dois corpos se entregando
Era até bonito de ver

O paraíso no Éden é belo, assim como o mar de leite condensado
Se perder por ai é tão bom, quando se aproveita o momento herdado
Uma sauna no carro, uma noite divertida, outra vez aquela avenida?

A avenida do adeus
Um beijo, um cheiro

Um breu...
                                                           "Efêmero dos Devaneios"

As Crônicas de Sagittarius III : Quebra mar



A triplicidade dos signos de fogo
Traduz o charme que traz
Seu calor humano enlouquece
Ternura e meiguice de mais

A forca que via na tela
Não conseguia nem dar atenção
Estava enforcado por ela
Nas cordas de uma paixão

Nos labios sabor de vinho
Que causam embriagues
Nas caricias, o “doce”
Que tira minha lucidez

E o deleite daquele fluido
Que eu podia me afogar
No meio do oceano
No meio do quebra mar

Loucuras, insanidades
O gosto da liberdade
Aventuras que desafiavam
A nossa nobre coragem

Porque essa constelação acelera o tempo
Quando me encontra?
Porque tu pensa tanto
Enquanto tu me encanta?

Polos tão distantes como hão de se encontrar?
Incertezas tão distantes como hão de combinar?
Respostas que traem perguntas, eu nunca fui de me importar
Eu traio o destino com a forma, que cismo me relacionar.
                                                 "Efêmero dos Devaneios"


domingo, 26 de julho de 2015

Química


Tua química ficou em mim
Como teu cheiro em meu cobertor
Um dia inteiro sem fim
E eu preso no teu calor

Nossos beijos tinham vapor
Num ar de sexo e paixão
Teu rosto um lindo rubor
Inspirando um olhar de tesão

Frenética batida no peito
Desfibrilava adrenalina
E eu focado no teu jeito
Que mistura mulher com menina

Manchas e marcas pelo corpo
Refletiam nossa intenção
A visão era só um escopo
Do que vibrava no coração

Sabia que teu toque era intenso
Na primeira vista do seu olhar
Que cruzava com o meu imenso
Desejo de te tocar

A despedida despida
O sorriso no canto da sala
Um beijo naquela avenida
E a saudade dentro da mala

Domingo com tua lembrança no meu cobertor
E teu cheiro nos meus pensamentos
Num outro dia eu bebo do teu calor
Em doses desse momento

E quando tiver no auge
Do porre e embriaguez
A gente corre e foge
Se entorpece um do outro, outra vez
                         "Efêmero dos Devaneios"

Seguidores