quinta-feira, 8 de setembro de 2011

História de uma dor, que a dor da história causou..



A noite vem chegando e eu já sei
Que não vou conseguir dormir
Eu persisto em insistir que você
Volte pra casa...

Você perdeu o endereço mas
A chave está em suas mãos
É só deixar que eu te guio
Até o meu coração

Desculpa eu estar sendo chato
Em não conseguir te esquecer
Perdoe por essas noites
Que eu não revelei pra você

O quanto você vive nos meus pensamentos
Nos sonhos, olhares, nos atos e nos sentimentos
É que eu fico sem jeito de saber que não vai me entender
Escrevo pro vento, e escondo os versos de você!

Cansei de dizer que essa seria
A ultima canção
Mas escrever pra você
É a única minha redenção

Estou preso por pura vontade
No seu olhar lunar
E o que me falta é um foguete
Para nele viajar

Prometo que essa será
Só mais uma canção de mil
A correnteza foi mais forte
E o meu barco se perdeu no seu rio

Mas quando eu encontrar a saída
E cantar canções de despedida
E de repente você me sorrir

Não há mais o que fazer
Não há mais o que dizer
Eu pulo do barco e me perco de novo
Em você.
                              “Efêmero dos Devaneios”

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Eu, Você, a Chuva e o cais.


Aquela noite era um dia
Onde tudo ia mudar
Nasceria a fantasia
Que acabara de matar

Parecia uma noite fria
Fria como o olhar
Que você me olhava fria
Sem se importar

De repente foi um show
Quando você me beijou
Tinha gosto de rock roll
Contagiante como o soul

Logo estava eu e você
Numa escadaria
Começava a chover
Mas só o que eu ouvia

Era que tinha um trem passando
Levando medo e engano
Embaixo de nossos pés
Em frente ao oceano

O coração dançava Jazz
Era leviano
E o som da chuva nos convés
Parecia até piano

A chuva aproveitava
O nosso momento a dois
Lavava o passado
Que deixamos pra depois

Enquanto você foi pra casa
A chuva me acompanhou, até a minha
E foi nos meus colchões
Que o vicio então voltou

Pensar, sentir, lembrar
Até o amanhecer
Quando a noite acabou
Meu ar era você

Lembrar, pensar, sentir
O toque que vem de você
Quando a noite acabou
Meu O² era você.
                               “Efêmero dos Devaneios”

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Então Diga!

Venha pra cá
Não tente mentir
Sente ao meu lado
Eu quero te ouvir

Fique em silêncio
Pra poder escutar
O que a voz de dentro
Insiste gritar

Não diga nada
Não hesite me olhar
Não diga nada
Não hesite me amar

O dia inteiro foi só pra escrever
Uma tarde tão linda
Que eu pudesse entreter

Teus sonhos, teus gostos
Teus risos, teus choros
Teus lábios, teu corpo
Teu vício no meu

E a noite invadiu o meu peito
Teus olhos marcaram minha alma
Teu cheiro tomou meu ser
Teu jeito me tira a calma

Tua ausência me traz angústia
Tua ira me dá calor
Perder você me dá medo
Te ver chorar cauda dor

Confuso me encontro
Em teu conto
Sem moral da história
Ou final feliz

Queime de vez esse livro
Ou faça como a música diz
Mas lembre-se que um sem o outro
É como uma flor sem raiz.
                                     “Efêmero dos Devaneios“

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cancíon de J’ess ica...

Sumir seria bom
Se isso que eu sinto
Fosse também sumir

Faz tanto tempo
Que é até difícil
Aceitar que tudo ainda possa existir

Pelo menos em mim
Simplesmente em mim

Juro que tentei
Tais sentimentos afogar
É difícil, eu sei
Respirar sem me lembrar

De você em mim
É simples assim

Para de teimar em crer
Tudo que não vai provar
Só pra fingir não ver
O que é tão fácil enxergar

Tudo que tu és pra mim
A culpa é sua eu ser assim

Turista pela solidão
Passeio com meu coração
E vejo você, somente você
Como a grande atração

Ainda vou te encontrar
Nos mesmos braços que a perdi
Nos braços do destino

Que sonhei pra ti
Que sonhei pra nós
Que não me esqueci.
                             “Efêmero dos Devaneios“

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mas, só quero dizer que te amo!

Muitos querem dinheiro
Outros querem a paz
Alguns sonham ser os primeiros
Já outros  nem sonham mais
Mas, eu...Só quero dizer que te amo

Tantos querem a paixão
Por ego ou por amor
Há quem não queira ter coração
Cansado da dor de um desamor
Mas, eu...Só quero dizer que te amo

Ainda vejo os que querem o poder
Ainda ouço os que querem a magia
Rolam boatos dos que querem se esconder
Avisto fatos dos que buscam alegria
Mas, eu...Só quero dizer que te amo

O apaixonado quer o olhar mais profundo
A sociedade quer a  felicidade
O egoísta quer ter o mundo
A juventude quer muita vaidade
Mas, eu...Só quero dizer que te amo

Se no sorrir do seu coração
Surgir algum desengano
Feche teus olhos em silêncio
E deixe eu dizer que te amo.
                                        “Efêmero dos Devaneios“

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O vagar de um coração que cansou.

O que será que acontece
Quando o sol some de ti?
O que será que acontece
Quando o amor se esvair?

Não sinto mais nada
Não me sinto mais como era
Finjo com falsas palavras
Ações que de mim tu espera

Irônico ser lindo ao falar-te de amor
Mas não amar
Estranho poetizar a saudade
Mas nem se lembrar

Não sentir afeto, carinho, ódio ou rancor
Perdi o encanto, perdi o amor
Perdi... tudo que jurei levar pra mim
Sinto um vazio, mas não é tão ruim

E de muitos eu trago, esse trago amargo
Num bosque sem arvores, lentamente eu vago
Mas não entenda como solidão
Não isso não!

Só aprendi a vagar longe da ingratidão...
                                                      Efêmero dos Devaneios

domingo, 10 de julho de 2011

I'm not crazy, but… I love you


Pode ser que nunca mais eu vá te ver
Vi tão de repente desaparecer
Tudo que a gente já sonhou
Nada é como um dia se pensou

Já descobri que não suporto
O seu calor assim remoto
Sei que não vou mais te ver aqui
Não terei teu lábio a sorrir
Pra mim

Perdi meu norte, sumiu meu sul
I'm not crazy, but… I love you
Não sei por que você sumiu
Tua correnteza não encontra o meu rio

Fiz um barquinho só de bambu
I'm not crazy, but... I love you
Pra navegar até seu coração
Sem me afogar no mar da recordação

Mas, talvez, sei lá
A gente possa se encontrar
E recomeçar
Tudo outra vez

O amor terá nosso sabor
E a tempestade será de flor
Se um dia triste você chorar
A minha mão vai estar por lá
Para secar as gotas da tua dor.
                                           “Efêmero dos Devaneios“

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